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No universo crescente de procedimentos para “rejuvenescer” a pele, o skinbooster é mais uma técnica que ganhou fama prometendo resultados para melhorar a hidratação, textura e aparência cutânea, tudo isso utilizando métodos pouco invasivos.
Assim como a harmonização facial, o procedimento injeta diversos polímeros, que podem ser sintéticos ou não, em áreas com sinais de envelhecimento. A ideia é estimular a produção de colágeno, fazendo a face adquirir características mais jovens.
No skinbooster, o foco não é no contorno do rosto ou seu preenchimento, mas nas linhas finas.
Afinal, skinbooster funciona?
Não é tão simples assim fazer essa afirmação com certeza. O skinbooster é um procedimento relativamente novo e o termo se refere a uma grande variedade de materiais e métodos, que podem influenciar os resultados. Estudos tentando avaliar a eficácia da técnica acabam tendo resultados diferentes de acordo com essas variáveis.
No caso do ácido hialurônico, por exemplo, a resposta tem sido positiva. Pacientes costumam ter melhoras na hidratação, elasticidade, rugosidade e firmeza da pele, além de aumento na produção de colágeno em até 13 semanas depois da injeção.
Porém, isso pode mudar conforme o tipo de ácido hialurônico usado, com possíveis alterações na composição e tamanho da partícula. Os resultados também podem ser muito brandos, com uma “melhora” estimada em 4% na firmeza da pele. Por outro lado, os efeitos colaterais tendem a ser mais suaves.
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Outros materiais naturais, como as cadeias de compostos de DNA chamadas de polinucleotídeos, também parecem funcionar da mesma forma, embora cheguem a divergir bastante, tanto em efetividade, quanto em efeitos colaterais.
Já os sintéticos são mecanismos biodegradáveis que pretendem estimular a síntese do colágeno. As poliactidas, por exemplo e, entre elas, o ácido polilático, costumam exigir mais cuidados pós-procedimento, com uma propensão à formação de nódulos. Mas, outra vez, a eficácia e os inconvenientes variam bastante conforme tipo de intervenção e material usado.
Efeitos colaterais
Geralmente, o skinbooster é um procedimento relativamente seguro, mas pode ter efeitos adversos. Na maioria dos casos, o principal cuidado é imediatamente após a sessão, com reações como vermelhidão e suor. Muitas pessoas também enfrentam dor local, desconforto, hematomas e a permanência das marcas de agulha.
Esses inconvenientes devem cessar em poucos dias. Quando isso não acontece, porém, pode-se estar diante de um efeito colateral mais severo, como os nódulos inflamatórios: essas protuberâncias podem levar à atrofia do tecido, formando um inchaço mais visível, que pode permanecer por dois anos até desaparecer. Nesse caso, tratamentos após o procedimento podem ajudar a acelerar a recuperação.
Há efeitos adversos mais graves, e também mais raros: a hiperpigmentação pós-inflamatória é um deles. Além disso, alguns polímeros, como o ácido polilático, têm registros de acidentes vasculares graves, causando perda de visão. Também podem ocorrer caroços na pele com este material que, se não tratados, com o passar do tempo, são mais difíceis de retirar.
Cuidados para minimizar riscos
Vale ressaltar: durante o procedimento, estudos desaconselham a aplicação de materiais de uso tópico na pele, que podem trazer efeitos prejudiciais como hipersensibilidade e granulomas, sendo ideal somente o uso de produtos feitos especificamente para injeção.
No entanto, as complicações variam muito conforme o tipo de skinbooster e as tecnologias utilizadas, e não há um cenário que se aplique para todo mundo. É imprescindível, antes de qualquer procedimento do tipo, conversar com o cirurgião plástico para uma avaliação antes de optar pelo skinbooster. Converse sobre seus objetivos, as opções disponíveis para o seu caso, e os riscos e benefícios da técnica sugerida por ele.
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