Apesar dos riscos ambientais e sanitários envolvidos, cerca de 20% dos medicamentos comercializados no Brasil ainda são descartados de forma inadequada,¹ segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Quando vencem ou deixam de ser utilizados, esses produtos costumam ir para o lixo comum ou para a pia, uma prática que ameaça o solo, os recursos hídricos e a saúde pública.

Por que o destino inadequado preocupa?

Esse tipo de resíduo não desaparece após o descarte. Substâncias farmacológicas podem alcançar rios, mananciais e lençóis freáticos e permanecer ativas no ambiente por longos períodos. Estudos internacionais associam essa contaminação a alterações em organismos aquáticos, com efeitos que se estendem por toda a cadeia alimentar.²

“Quando medicamentos vão parar no lixo comum ou no esgoto, substâncias químicas podem chegar ao solo, aos rios e às estações de tratamento, que não foram projetadas para remover completamente esses compostos”, explica Renato Porto, presidente executivo da Interfarma.

Os riscos vão além do meio ambiente

O descarte inadequado traz riscos diretos à saúde da população. Medicamentos jogados no lixo podem ser acessados por crianças, animais domésticos ou pessoas em situação de vulnerabilidade, aumentando o risco de intoxicações e acidentes. Além disso, a prática tem relação com o aumento da resistência antimicrobiana.

“No caso dos antibióticos, o contato dessas substâncias com o ambiente favorece o surgimento de microrganismos resistentes, um problema crescente para os sistemas de saúde”, afirma Porto.

Informação ainda é o principal desafio

Apesar de avanços regulatórios e da ampliação de iniciativas de logística reversa, a forma como a população lida com a gestão desses resíduos ainda varia bastante. A falta de orientação clara e prática continua sendo um dos principais obstáculos.

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“Muitos brasileiros não sabem como descartar corretamente e acabam jogando medicamentos no lixo comum, na pia ou até na privada, o que amplia os riscos ambientais e de saúde”, afirma Claudia Cepukas, cofundadora e head de marketing da eCycle.

Para ela, a mudança depende de informação acessível e aplicável no dia a dia. “As pessoas precisam saber onde descartar, por que isso importa e quais são as consequências de cada escolha.”

Proteção da população e do meio ambiente 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.³ Essa definição ajuda a entender o motivo de a destinação inadequada de medicamentos não afetar somente o meio ambiente, mas também o bem-estar coletivo.

“Resíduos farmacêuticos descartados de forma incorreta podem se acumular no ambiente ao longo do tempo, alterar ecossistemas e comprometer a qualidade da água e do solo”, destaca o presidente executivo da Interfarma.

É a partir dessa compreensão mais ampla de cuidado que empresas do setor vêm incorporando a destinação adequada de medicamentos às suas práticas. Na Roche, o tema faz parte de uma visão que conecta saúde, meio ambiente e responsabilidade social.

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“Para nós, cuidar da saúde também significa reduzir impactos ambientais e pensar nas próximas gerações”, afirma Rogério Nakamura, Diretor de Serviços e SHE Officer da Roche Farma Brasil.

Essa diretriz orienta decisões da companhia voltadas à redução de resíduos, à eficiência de processos e ao apoio a iniciativas que ampliam o acesso à informação sobre o destino correto de medicamentos.

Como a tecnologia pode ajudar no descarte adequado

A parceria entre Roche e eCycle nasce dessa visão. Em 2025, o projeto foi ampliado com a atualização do buscador de locais para descarte de medicamentos e a inclusão da calculadora de impacto ambiental, que permite visualizar o efeito positivo da iniciativa.

Na ferramenta, o usuário informa quantas sacolas de medicamentos pretende encaminhar e com que frequência realiza esse procedimento. Cada sacola equivale, em média, a 500 gramas de resíduos, considerando medicamentos e embalagens primárias.⁴ Com base nesses dados, a plataforma estima o potencial de poluição evitado e o traduz em indicadores simples, como o volume de água preservado.

Segundo Claudia, a proposta é tornar esse impacto mais compreensível. “A calculadora foi criada para ajudar as pessoas a entender, de forma concreta, o efeito positivo de descartar corretamente seus medicamentos vencidos.”

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O impacto do descarte correto em números

  • Uma sacola de medicamentos descartada corretamente pode evitar a contaminação de até 16 000 litros de água.⁴
  • Em três meses, usuários registraram 4 797 sacolas, o equivalente a 2 399 quilos de resíduos.⁴
  • Nesse período, o descarte adequado evitou a poluição de 78 milhões de litros de água.⁴
  • A projeção anual indica a preservação de mais de 312 milhões de litros de água.⁴

Pequenos gestos, impactos duradouros

Ao mostrar a informação concreta por trás de um hábito cotidiano, a tecnologia ajuda a ampliar a percepção sobre as consequências das escolhas individuais. A soma dessas atitudes pode gerar benefícios ambientais relevantes e reforça a ideia de que o cuidado com a saúde não termina no uso do medicamento.

“O cuidado com o medicamento não acaba quando o paciente interrompe o tratamento, mas quando embalagens e sobras recebem a destinação correta”, resume Nakamura.

Serviço

Para localizar pontos de descarte de medicamentos e conhecer o impacto ambiental do descarte correto, acesse roche.com.br.

M-BR-00023302/janeiro 2026 – Este material se destina ao público geral.

Referências

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Disponível em: https://bibliotecadigital.anvisa.gov.br/jspui/handle/anvisa/1581. Acesso em: 17 dez 2025. 
  2. World Health Organization (WHO). Pharmaceuticals in drinking-water. Geneva: WHO. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241502085. Acesso em: 17 dez 2025. 
  3. World Health Organization (WHO). Constitution of the World Health Organization. Disponível em: https://www.who.int/about/governance/constitution. Acesso em: 17 dez 2025.
  4. Plataforma eCycle. Dados de uso e impacto ambiental do descarte de medicamentos. Brasil, 2025. Disponível em: https://roche.ecycle.com.br/. Acesso em: 17 dez 2025.

Fonte

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