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A mostarda é um dos grãos mais antigos consumidos. Dizem que passou até por Hipócrates, o antigo médico grego famoso pelo juramento prestado até hoje por profissionais da área, que a recomendava para um grande número de usos medicinais diferentes. Hoje, a ciência sabe que ela não é um remédio, mas, mesmo assim, possui propriedades interessantes que também são encontradas na mostarda-castanha.

A planta possui vitaminas A, C e cálcio. Além disso, não só as sementes podem ser consumidas, como também as folhas. Por outro lado, os sabores costumam ser mais pungentes e picantes do que estamos acostumados quando pensamos em “mostarda”.

Saiba mais sobre ela.

Uma grande família

A mostarda-castanha é uma variedade distinta da mostarda amarela que você encontra no mercado, e até mesmo da mostarda preta, com a qual costuma ser confundida. Pertencente à espécie Brassica juncea, ela costuma ser encontrada no Brasil com diferentes alcunhas, como “mostarda escura”, “marrom”, “da Índia” ou “chinesa”.

Sendo parte da família das brássicas, que também inclui repolho, couve-flor, couve e nabo, entre outros, a mostarda-castanha tem um perfil de nutrientes bem interessante. Ela chega a ser considerada um superalimento, e tanto as sementes quanto as folhas podem ser consumidas.

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Benefícios da mostarda-castanha

A mostarda-castanha é rica nos chamados polifenóis, compostos com ação antioxidante, capazes de neutralizar radicais livres. Para obter uma maior quantidade deles, prefira as sementes!

No grão, também estão vitaminas A e C, e cálcio. Ela também possui 26 g de proteína a cada 100g do alimento. Já na folha, que pode ser consumida como salada, há concentrações moderadas de sódio, potássio e magnésio. Ela também é destaque entre as hortaliças como fonte de fósforo e ferro.

A mostarda-castanha também é relacionada a atividades anticancerígenas. Porém, os estudos só foram realizados em células in vitro ou em ratos, e mais pesquisas são necessárias para atestar que esse potencial segue presente no consumo humano. Também em testes de laboratório, esse alimento mostrou potencial no controle de obesidade, gordura e colesterol.

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A forma de processamento das sementes também impacta diretamente nos nutrientes: se forem fermentadas, tanto os antioxidantes quanto a densidade nutricional geral tendem a diminuir e, se você cozinhar as folhas, isso também ocorre.

Ou seja, consumir o condimento de mostarda do mercado não trará o mesmo benefício do grão in natura. Especialmente porque o preparado industrializado costuma ter muita adição de sódio e outros ingredientes, e não necessariamente é feito com a Brassica juncea (confira na embalagem!).

Para não cair no erro de um condimento que usa outros ingredientes menos desejáveis, evite aqueles que trazem na embalagem a frase “molho sabor mostarda”, um indício de que um item diferente está sendo usado na receita. Opte por comprar mostardas com o grão triturado, vinagre, cebola e temperos.

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