Relembre a trajetória de Isabel com a doença:

Continua após a publicidade

Diagnóstico e notoriedade

Isabel recebeu o diagnóstico de câncer aos 15 anos, quando iniciou o tratamento com imunoterapia. Em entrevistas, ela relatou que a abordagem inicial levou à remissão da doença, porém que, mais tarde, exames identificaram o surgimento de novos tumores.

Ela contou que, quando recebeu o novo diagnóstico, chegou a retomar a terapia, mas a experiência foi suspensa após apenas uma aplicação. Segundo a jovem, diante de efeitos colaterais importantes — sobretudo dores intensas de origem neuropática —, ela decidiu interromper o tratamento convencional.

“Eu disse aos meus pais que não iria fazer outro tratamento, mas acabei fazendo, [porém] só uma aplicação […] Quando fiz essa aplicação, parei de caminhar e sentia muita dor. […] Me davam morfina, mas a dor não passava”, contou durante participação no podcast Inteligência LTDA, ao lado do marido, Lucas.

De acordo com ele, o tratamento reduziu significativamente o tamanho do tumor, mas a reação adversa severa fez com que Isabel optasse por não realizar novas aplicações, considerando, ainda, consultas com médicos que indicavam, segundo ela, que as chances de cura seriam baixas em seu caso.

Aos 17 anos, Isabel passou a receber cuidados paliativos e relatou que, sem novas intervenções medicamentosas, sua expectativa de vida estimada poderia ser de cerca de seis meses. O prognóstico era aproximado, já que, como ela mesma chegou a ressaltar, esse tipo de previsão não pode ser determinado com exatidão.

Continua após a publicidade

A participação do casal no podcast acabou ampliando a visibilidade de Isabel nas redes sociais, onde sua história ganhou projeção nacional.

Gravidez

Como mostrado por VEJA SAÚDE, em agosto de 2024, Isabel virou notícia ao contar que estava esperando um bebê, apesar do câncer. A influenciadora, então, retomou o tratamento clínico contra o tumor aos cinco meses de gestação, após descobrir que o linfoma havia voltado a crescer.

O anúncio da jovem gerou diversos debates sobre os riscos de engravidar com câncer e de fazer tratamentos oncológicos durante a gestação. Apesar da gravidez arriscada, Isabel teve o filho Arthur no final de dezembro.

Terminalidade e cuidados paliativos

Após a repercussão do anúncio de gravidez, ainda em agosto de 2024, a médica que acompanhava Isabel esclareceu que o quadro da jovem era considerado estável e que ela não se encontrava mais em terminalidade, mas sim sob cuidados paliativos

Continua após a publicidade

A distinção gerou dúvidas entre o público, já que a Isabel costumava se referir ao seu quadro como “terminal“. Segundo especialistas, a diferenciação de termos costuma gerar, de fato, confusão fora do meio médico. No entanto, embora frequentemente associados ao fim da vida, cuidados paliativos não significam a mesma coisa que um quadro terminal.

Esses cuidados têm como objetivo principal aliviar sintomas físicos, emocionais e psicológicos, priorizando conforto e qualidade para quadros, geralmente, incuráveis, mas que podem se prolongar por anos.

+Leia também: Viver bem além do relógio: como a cirurgia do oncológica do cérebro protege sua história

O câncer “terminal“, por outro lado, indica um quadro de morte iminente. Isto é, designa que a doença irá progredir de forma irreversível, levando ao óbito em um intervalo de tempo relativamente previsível.

No caso de Isabel, segundo sua médica, o câncer havia deixado de responder às terapias disponíveis, mas não apresentava crescimento acelerado nem comprometimento progressivo de outros órgãos.

Por isso, a conduta adotada foi focar no controle dos sintomas e no bem-estar da paciente, mas sem previsão de terminalidade.

Continua após a publicidade

Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

Remissão e transplante

Apesar da avaliação anterior, em maio de 2025, Isabel informou que exames recentes indicavam remissão do câncer. Na ocasião, ela contou que avaliava novas possibilidades para o seguimento do tratamento, o que incluía um transplante de medula óssea, inicialmente com a irmã como potencial doadora. 

Após exames de compatibilidade, o procedimento acabou sendo realizado em outubro, com o pai como doador.

Antes do transplante, a influenciadora compartilhou que havia raspado o cabelo pela sexta vez, porque o tratamento seria acompanhado de um novo ciclo de quimioterapia.

Excesso de magnésio e última internação

Poucos dias após receber alta hospitalar depois do transplante, Isabel precisou ser internada novamente. Segundo o marido, ela passou mal, apresentou parada respiratória, foi entubada e encaminhada à UTI. Exames indicaram níveis elevados de magnésio no sangue.

Continua após a publicidade

A hipermagnesemia — como é chamada essa condição — ocorre quando há acúmulo excessivo do mineral na circulação. Em níveis adequados, o magnésio é fundamental para funções neuromusculares e cardiovasculares, mas em excesso pode causar queda da pressão arterial, arritmias, depressão respiratória e parada cardíaca.

A causa mais comum é a falência renal, que impede a eliminação do magnésio pela urina. No entanto, outras condições podem contribuir para o quadro, incluindo distúrbios metabólicos e complicações associadas a doenças hematológicas, como o linfoma.

Detalhes sobre o prognóstico após a última internação não foram compartilhados, mas as últimas publicações indicam que Isabel tenha permanecido internada desde então, até a confirmação de sua morte neste sábado.

Complicações além do linfoma

Além do linfoma, Isabel relatou ter enfrentado episódios de pancreatite, hepatite e problemas na vesícula biliar. Ela também foi internada após o surgimento de um cisto hemorrágico, que inicialmente chegou a ser confundido com um DIU deslocado. 

A jovem também chegou a ser internada por infecção na bexiga e apresentou um descolamento de placenta durante a gestação, entre outros problemas de saúde.

Nas redes sociais, família, amigos e fãs deixaram mensagens de carinho para a influenciadora. “Nossa história foi real, foi bonita, foi verdadeira. Construímos uma família, um amor que não depende do tempo nem da presença física para existir. Ela vive em mim, vive no nosso filho, vive em cada pessoa que foi tocada pela força dela”, disse Lucas Borbas em anúncio sobre o falecimento da esposa.

Compartilhe essa matéria via:

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *