O manjericão é famoso pelo seu aroma e sabor marcantes, um ingrediente reconhecido na culinária, na medicina e na cultura popular. No Brasil e em vários países, a erva é considerada sagrada e faz parte de rituais de banho e proteção.

Existem muitas variantes dessa planta, que pertence ao gênero Ocimum – e um dos tipos é o manjericão roxo, que mantém essa cor dependendo do tipo de cultivo realizado e do tempo de exposição ao sol. Embora seja menos conhecido, ele pode igualmente contribuir com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que auxiliam na prevenção de diversas doenças.

Conheça mais sobre essa planta e seus compostos.

Manjericão roxo auxilia na proteção das células

O manjericão é uma planta bem diversa que pode se apresentar com folhas do verde ao roxo escuro e com flores que variam entre o branco, o vermelho e o púrpura.

A variedade roxa pertence à espécie Ocimum pupuraceus – e também pode ficar verde (como o parente mais popular, o Ocimum basilicum) se tomar muito sol. É originário da Ásia, sendo muito utilizado nas culinárias paquistanesa e hindu. Acredita-se que a erva foi trazida ao Brasil por imigrantes italianos, que a utilizam há séculos no preparo de molhos, caldos e saladas, ainda que o verde seja bem mais comum por lá.

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A cor arroxeada se deve aos níveis de antocianinas da planta, cujos compostos fenólicos são responsáveis pela pigmentação vermelha e azul. Essas antocianinas possuem propriedades antioxidantes relacionadas a eliminação de radicais livres e auxílio na prevenção de doenças.

Seu consumo na dieta proporciona efeitos neuroprotetores, ajudando a reduzir o risco de doenças neurodegenerativas como o Parkinson.

Família é rica em compostos fenólicos

O manjericão é membro da família das lamiáceas, um grupo de plantas conhecido por suas propriedades aromáticas. Alguns parentes do manjericão são o alecrim, o orégano, a sálvia e a hortelã, por exemplo.

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Essas propriedades aromáticas se devem a outros compostos fenólicos dessas plantas, que contribuem para o seu efeito antioxidante.

No manjericão, além da antocianina, podem ser encontrados alguns ácidos fenólicos, como o rosmarínico, que contribui para a permeabilidade no trato gastrointestinal.

Outros ácidos presentes são o chicórico, o cafeico e o caftárico, que possuem potencial anti-inflamatório, antiviral e imunoestimulante.

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