
Os polos Norte e Sul do planeta estão derretendo em ritmo acelerado e apresentando um aquecimento acima da média mundial, e essas alterações podem ter drásticas consequências inclusive para nós, brasileiros.
Uma minuciosa revisão científica sobre dados e estudos a respeito, realizada pelo Arctic Basecamp, concluiu que os riscos à saúde humana das transformações no Ártico e na Antártida vinham sendo subestimados e são mais preocupantes do que se imaginava.
A pesquisa aponta que a degradação das geleiras naturais e a subida no termômetro nas regiões polares geram, além da elevação do nível do mar, ciclos de retroalimentação climáticos capazes de comprometer a infraestrutura de cidades, derrubar a produção de comida e fomentar a ocorrência e disseminação de doenças.
As alterações em curso já foram ligadas a problemas tão diversos como surtos de infecções virais e perdas gestacionais.
Ou seja, o derretimento das calotas polares tem impactos ambientais gigantescos, que vão da inundação de territórios à descompensação do clima na Terra.
Um drama planetário
As mudanças nas regiões polares afetam todos os continentes
Clima
Os cientistas verificaram que os aumentos no termômetro são superiores nos polos Norte e Sul, o que altera uma série de fenômenos climáticos.
Oceano:
A dissolução das calotas no Ártico e na Antártida eleva o volume dos mares, propiciando inundações, e interfere no pH da água, o que desestabiliza o ecossistema marinho.
Ondas de calor:
O derretimento do gelo na região ártica deve ampliar a frequência e a intensidade do El Niño, provocando ondas de calor sobretudo em áreas tropicais, como o Brasil.
Famílias:
As mudanças nas características da água e sua infiltração no lençol freático aumentam a probabilidade de problemas na gestação e mortalidade infantil.
Patógenos:
Ao impulsionar o aquecimento térmico, o colapso polar também contribui para a disseminação de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue.