A flebotomia é uma técnica caracterizada por retirar sangue de uma pessoa usando uma agulha, que geralmente é indicada para coletar amostras para testes laboratoriais.

Esse procedimento também pode ser feito para remover sangue no tratamento de problemas médicos específicos, como porfiria, hemocromatose, que é o excesso de ferro no sangue, e policitemia vera, que é o excesso de glóbulos vermelhos.

No entanto, a flebotomia, também conhecida como sangria, é um procedimento que deve ser feito apenas por um profissional de saúde treinado, como médico, enfermeiro, técnico de laboratório ou flebotomista.


Imagem ilustrativa número 1

Indicação da flebotomia

A flebotomia pode ser indicada para:

  • Doação de sangue;
  • Investigação de anemias, ao medir valores como volume corpuscular médio e hemoglobina;
  • Identificação doenças cardíacas, por ser possível detectar enzimas que indicam danos ao coração;
  • Teste do pezinho, que ajuda a identificar doenças genéticas ou metabólicas;
  • Testes rápidos, para monitorar a glicose, níveis de ferro antes de doações e testes rápidos para HIV e sífilis;
  • Monitorar gases sanguíneos, em pessoas que estão em ventilação mecânica.

A flebotomia também pode ser indicada como opção de terapia, onde se remove o sangue para diminuir os níveis de ferro ou glóbulos vermelhos, como nos casos de policitemia vera, hemocromatose e porfiria.

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Como é feita a flebotomia

A coleta de sangue da flebotomia pode ser feita em hospitais e laboratórios e o jejum depende do tipo de exame que foi solicitado pelo médico.

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A coleta pode ser feita com seringa, em que é retirada uma quantidade total de sangue e depois distribuído nos tubos, ou a vácuo, em que são coletados vários tubos de sangue seguindo uma ordem preestabelecida.

Passo a passo da flebotomia

O passo a passo da flebotomia inclui:

  1. Reunir todo o equipamento necessário para a coleta, como tubos em que o sangue será armazenado, luvas, garrote, algodão ou gaze, álcool, agulha ou seringa.
  2. Conferir os dados da pessoa e identificar os tubos em que será realizada a coleta;
  3. Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel e colocar luvas não estéreis de tamanho adequado;
  4. Posicionar a pessoa sentada numa cadeira ou deitada numa maca e colocar o braço da pessoa sob uma folha de papel ou toalha limpa;
  5. Localizar uma veia com bom tamanho e que seja visível, reta e clara. É importante que a veia seja visível sem aplicar o garrote;
  6. Colocar o garrote cerca de 7 a 10 cm acima do local em que será feita a coleta e reexaminar a veia. Mas não deixar o garrote no braço por mais de 1 minuto para evitar alteração dos resultados laboratoriais;
  7. Desinfectar o local em que será colocada a agulha, com álcool a 70%. Após, deixar o local secar totalmente antes da punção e não tocar a região novamente;
  8. Inserir a agulha no braço e, quando começar o fluxo de sangue, a pessoa deve abrir a mão, se estiver fechada;
  9. Coletar o sangue necessário e, se forem usados tubos a vácuo, conectá-los ao suporte e trocá-los sucessivamente;
  10. Retirar o garrote e, em seguida, remover a agulha suavemente;
  11. Fazer uma pressão firme com gaze limpa no local da punção por 3 a 5 minutos;
  12. Orientar a pessoa a não dobrar o braço, para evitar hematomas;
  13. Descartar a agulha imediatamente em um recipiente para perfurocortantes resistente a perfurações.

A flebotomia terapêutica é feita conforme o passo a passo acima, mas se retira um volume maior de sangue, geralmente cerca de 350 ml.

A flebotomia arterial deve ser feita por um profissional de saúde com treinamento especializado, devido à maior pressão do vaso e risco de complicações.

Já a flebotomia capilar é feita por meio de punção no dedo, em adultos, ou no calcanhar, em bebês, para testes rápidos ou quando pequenas quantidades de sangue são suficientes.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais da flebotomia são principalmente locais, como manchas roxas, inchaço, sangramento e dor. Embora seja raro, também pode ocorrer infecção no local da punção, onde a pessoa pode apresentar calor e vermelhidão no local e febre.

A pessoa também pode apresentar:

  • Tontura, principalmente na flebotomia terapêutica ou doação;
  • Palidez, sudorese e náusea;
  • Desmaio, devido à  à ansiedade, medo de agulhas ou queda na pressão arterial;
  • Enjoo;
  • Convulsões, que são muito raras, sendo geralmente associadas ao desmaio;
  • Lesão no nervo, incluindo sintomas de dor tipo choque elétrico, formigamento, dormência ou perda da sensibilidade no braço

Além disso, a pessoa também pode apresentar sensibilidade ou reação alérgica a antissépticos, adesivos curativos ou ao látex.

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Quem não pode fazer

A flebotomia terapêutica não deve ser feita em pessoas com condições de excesso de ferritina não associadas a mutações hereditárias e policitemia secundária, que é a causada por outras doenças. Mulheres grávidas também não devem fazer a flebotomia terapêutica.

A flebotomia não é indicada em regiões com cicatrizes, feridas abertas, queimaduras, fístula arteriovenosa ou enxerto vascular e em locais inchados ou com acúmulo de sangue por punções anteriores.

Além disso, a flebotomia não deve ser feita em um braço do lado de uma mastectomia, com cateter central de inserção periférica, porta venosa ou com cateter intravenoso periférico.

Não é recomendado também fazer a flebotomia em um braço onde exista ou tenha existido recentemente uma trombose.

Pessoas com histórico de desmaios ou medo extremo de agulhas, devem fazer o procedimento deitadas para evitar quedas e lesões.

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