
Ler Resumo
A hiperglicemia ocorre quando o nível de açúcar no sangue está muito elevado.
Uma situação recorrente em pessoas com diabetes, que convivem com os altos e baixos do índice glicêmico ao longo do dia de forma mais intensa do que o resto da população, a glicemia alterada “para cima” também pode ocorrer por outros motivos.
Entenda quando a hiperglicemia pode ocorrer sem estar relacionada diretamente ao diabetes, quais os riscos de não lidar com essa situação e o que você pode fazer a respeito.
Causas além do diabetes
Em pessoas com diabetes, a hiperglicemia ocorre quando há uma escassez de insulina no corpo ou uma incapacidade de utilizá-la adequadamente.
Embora essa alteração possa se manifestar de diferentes maneiras, é comum que o nível de açúcar se eleve ao longo da madrugada, com a chamada “glicemia em jejum” apresentando valores alterados ao despertar.
Mas, se você não tem diabetes, uma série de fatores também pode levar a um aumento pontual da glicemia. Se você não faz uma medição dos seus níveis de glicose (e, em pessoas saudáveis, não costuma haver razão para esse monitoramento contínuo), é possível que sequer perceba essa alteração, já que ela tende a ser assintomática no curto prazo.
A hiperglicemia pode ocorrer, entre outras razões, por:
Riscos e o que fazer
Quando ocorre de forma aguda, a hiperglicemia sem relação com o diabetes costuma se resolver sozinha, sem gerar complicações, pois o próprio corpo volta a regular os níveis de açúcar após algum tempo.
No entanto, essa alteração pode se tornar crônica em pessoas que mantêm hábitos pouco saudáveis ou não controlam as causas subjacentes, levando ao pré-diabetes e aumentando o risco de outras complicações no médio e longo prazo.
Caso você tenha uma hiperglicemia crônica que não é controlada, com o passar do tempo existe a chance de desenvolver diabetes tipo 2. Um nível elevado de açúcar no sangue de forma prolongada também está associado a uma maior propensão para doenças cardiovasculares, com complicações que podem ser fatais, como um AVC.
A melhor forma de enfrentar a hiperglicemia não-diabética vai depender dos níveis de glicose e da sua rotina atual. Em geral, a primeira linha de ação envolve iniciar (ou intensificar) a prática de exercícios e realizar adequações na dieta, cortando o açúcar e reduzindo os carboidratos de modo geral, sempre com acompanhamento profissional.
Um acompanhamento dos níveis de glicose, que pode ser esporádico por meio de exames de sangue ou constante com monitores fixos ou furando o dedo, pode ser indicado para avaliar a resposta do seu corpo às adequações.
Caso a hiperglicemia persista, podem ser recomendados tratamentos com insulina ou outros medicamentos, com o tipo de fármaco e a dosagem sendo definida conforme as características individuais do caso.
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