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Quando um câncer se espalha para lugares distantes da área onde se originou, estamos diante de uma metástase. Esse avanço da doença costuma dificultar o tratamento, mas o prognóstico e os sintomas variam muito de acordo com o tipo de tumor original e o novo local onde a metástase passou a se manifestar.

Entenda melhor como esse processo ocorre.

Como acontece uma metástase?

A metástase é o processo através do qual as células cancerosas de um tumor passam a ser detectadas em órgãos distantes do local onde o câncer se originou. Não se trata de um novo câncer, mas de uma disseminação pelo corpo: em um câncer pulmonar com metástase óssea, por exemplo, as células tumorais encontradas nos ossos serão as mesmas vistas nos pulmões.

Na prática, a metástase ocorre quando as células “viajam” pelo organismo através do sangue ou do sistema linfático. Ela é mais comum em tumores que não foram detectados precocemente e já avançaram pelo corpo, mas em muitos casos é detectada durante uma recidiva, quando o corpo volta a apresentar sinais do câncer após um período de remissão. Após uma investigação mais aprofundada, os médicos então verificam que o câncer não se limita mais à área original.

Em geral, é realizada uma biópsia da nova área acometida pelo câncer, para confirmar que o caso é uma metástase e não um segundo tumor.

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Qual o tratamento de um câncer metastático?

A metástase indica um câncer mais avançado, de difícil tratamento e, em muitos casos, sem possibilidade realista de cura. O tratamento, porém, depende de diversos fatores, que incluem o tipo de câncer original, a área onde a metástase se manifestou, e aspectos relacionados à saúde geral do paciente.

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Como as células cancerosas da metástase são as mesmas do tumor primário, a estratégia de tratamento costuma ser similar àquela adotada originalmente, o que pode envolver quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, entre outras abordagens. Por se tratar de um tumor de mais difícil tratamento, alguns pacientes também podem ser elegíveis para terapias experimentais, especialmente quando há poucas esperanças de remissão ou cura.

A melhor abordagem deve ser avaliada individualmente pela equipe médica que acompanha o caso.

Entenda os termos

Um pequeno glossário para entender a língua do câncer:

Tumor primário: é o câncer “original”, que leva o nome do local onde teve início (por exemplo, “câncer de pulmão”);

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Metástase: quando as células cancerosas se disseminam para locais distantes do tumor primário. Não se trata de um novo câncer, por isso, segue o nome original, apenas com indicação do local atingido pela metástase (por exemplo, “câncer de pulmão com metástase óssea”);

Remissão: período em que um câncer permanece sob controle, indetectável ou sem crescer; não equivale a uma cura, embora seja um passo importante para tentar atingi-la;

Recidiva: é o “retorno” do câncer após a remissão. Ela pode ser local (na área do tumor primário) ou regional (nos linfonodos vizinhos) e também ocorrer na forma de metástase (em órgãos distantes). É importante notar que nem sempre a metástase aparecerá na recidiva: dependendo do caso, o câncer original pode ser diagnosticado pela primeira vez já em processo metastático.

Segundo câncer: quando a pessoa desenvolve um novo câncer sem relação com o original, ou seja, as células cancerosas não são as mesmas do tumor primário, descartando uma metástase (por exemplo, uma pessoa que já tem um câncer de pulmão e passa a ter também um segundo câncer no cérebro, com novas células tumorais independentes).

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