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Virgínia Fonseca revelou que as duas filhas, Maria Alice e Maria Flor, devem passar por cirurgia ainda este ano para remover as amígdalas e as adenoides. De acordo com a influenciadora, as meninas, de 4 e 3 anos respectivamente, receberam indicação médica para fazer a operação porque teriam essas estruturas “muito grandes” e “roncam muito.”

Entenda melhor a questão que acomete as filhas de Virgínia e quando o procedimento pode se revelar necessário.

O que são as amígdalas e adenoides?

As amígdalas e adenoides são estruturas que atuam como uma espécie de primeira barreira de defesa do organismo contra microrganismos que entram no corpo pelo trato respiratório.

Mais famosas, as amígdalas ficam no fundo da garganta e são visíveis quando a pessoa abre bem a boca: elas têm a aparência de nódulos localizados nas laterais. Já as adenoides ficam acima, atrás do nariz, e não podem ser vistas sem ajuda de dispositivos médicos.

Nos dois casos, esses tecidos ajudam a bloquear parcialmente a entrada de micróbios pelo nariz e boca, contribuindo para a formação de anticorpos contra potenciais infecções.

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Quando a cirurgia é indicada?

Em condições normais, as amígdalas e adenoides são estruturas fundamentais para a manutenção da saúde, especialmente nos primeiros anos de vida, quando o sistema imune ainda está aprendendo a lidar com as diferentes infecções respiratórias que podem ocorrer conforme crescemos.

No entanto, em algumas situações, elas podem acabar causando mais problemas de saúde do que ajudam a prevenir, levando à indicação para uma cirurgia de remoção. O mais comum é que sejam retiradas em conjunto, pois há grande interação entre elas.

As principais razões para a indicação da cirurgia são:

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  • Hipertrofia: caso identificado nas filhas de Virgínia, quando essas estruturas crescem demais e começam a causar problemas na respiração. Sinais característicos incluem a respiração bucal e o ronco durante a noite. Além de afetar a capacidade de dormir bem, no longo prazo essas alterações também podem piorar a saúde bucal.
  • Infecção: é quando ocorre a conhecida amigdalite ou a menos falada adenoidite. Em algumas situações, a inflamação dessas estruturas pode se tornar excessiva. Inchadas, elas ficam mais propensas a concentrar ainda mais microrganismos e se tornar, elas próprias, um foco de infecções. Quando isso se torna recorrente, a remoção pode ser necessária: infecções mal curadas na garganta podem, com o passar dos anos, levar ao desenvolvimento da chamada febre reumática, que prejudica a saúde cardíaca.

Há riscos em realizar a cirurgia?

A cirurgia de remoção das amígdalas e adenoides é considerada altamente segura, mas conta com os riscos inerentes a qualquer operação, que incluem sangramentos, infecções pós-operatórias e reações imprevistas à anestesia, entre outras situações.

Algumas pesquisas também apontam que crianças submetidas a essa cirurgia teriam uma maior propensão a sofrer com infecções respiratórias na vida adulta.

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Um dos maiores estudos já realizados nessa seara, que analisou mais de 1 milhão de crianças dinamarquesas, observou uma correlação entre a remoção das amígdalas e doenças como bronquite, asma e gripe, entre outras. Por outro lado, se a cirurgia é feita mais tarde na vida, esse mesmo impacto não é observado.

O estudo não determinou uma relação de causa e efeito, mas reforça a importância de discutir bem com a equipe médica sobre os riscos e benefícios de realizar a cirurgia durante a infância.

Cada caso deve ser avaliado individualmente, entendendo os impactos que as amígdalas e adenoides podem causar na saúde daquela criança se forem mantidas ou retiradas.

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